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Já sabemos que estamos cada vez mais nos aprofundando em um mundo fortemente impactado pela exponencialidade e pelo crescimento de negócios baseados em informação. O uso de big data, o desenvolvimento do 5g, da Internet das coisas, o crescimento de empresas em plataforma são exemplos de tendências que vêm se mostrando tanto como causa quanto como resultado da adoção de tecnologias cada vez mais sofisticadas e potentes, principalmente no que diz respeito ao processamento e à análise de dados.

Toda essa realidade faz parte ainda do conceito de Quarta Revolução Industrial, cunhado por Klaus Schwab, Diretor do Fórum Econômico Mundial. Ainda que não seja feito um maior aprofundamento em relação a esse conceito, faz sentido imaginar que ele seja, no mínimo, possível e factível.

Isso se deve ao fato de que, se a humanidade passou pela primeira revolução industrial (Século XVII – XIX; Máquina a vapor e mudança do modelo industrial), pela segunda (Século XIX – XX; eletricidade e adoção do modelo fordista de produção) e também pela terceira (Século XX – XXI; informática, robótica, telecomunicações, nanotecnologia, etc...), por que não imaginar que passaríamos também por uma quarta, quinta, e assim adiante?

De acordo com Schwab, a quarta revolução se difere da anterior em razão da velocidade, o alcance e o impacto nos sistemas gerados pela por ela mostram que as transformações que observamos não são mera extensão da Terceira Revolução, apontando na verdade para a chegada de uma nova. Dessa forma, segundo Schwab, "estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes".

Apesar de muito ser debatido sobre a possível crise de empregabilidade eventualmente gerada pela substituição da mão de obra humana por tecnologia, as novas tecnologias não devem ser consideradas adversárias, mas sim como uma aliada e como uma ferramenta capaz de empoderar o indivíduo, sendo, assim, um vetor de transformação da realidade individual. 

Diante da ampla disponibilidade e do fácil acesso a dados e de informações, hoje é possível obter, através do uso de ferramentas tecnológicas, uma ampla variedade de conhecimentos e possibilidades antes indisponíveis tendo em vista que, atualmente, cada vez mais conteúdos estão disponíveis.

A partir disso, ao mesmo tempo em que, nos dias de hoje, a obtenção um diploma de graduação não é sinônimo de inserção e de estabilidade no mercado de trabalho, há casos em que indivíduos sem nenhum tipo diploma obtém de forma muito satisfatória o tão sonhado “sucesso profissional” a partir do uso de ferramentas digitais e tecnológicas – nesse contexto, os chamados digital influencers são os exemplos mais nítidos.

Whindersson Nunes é um dos grandes exemplos dessa realidade. Nascido no meio da década de 90, no interior do Piauí, Whindersson já atuou como Youtuber, comediante, ator, cantor, mobilizando milhares de pessoas em suas apresentações e possuindo milhões de acessos em seu conteúdo. 

Se o comediante tivesse nascido algumas décadas antes, muito possível e provavelmente, seu destino teria sido consideravelmente diferente.

Em grande medida, seu sucesso somente foi possível em razão do desenvolvimento tecnológico e da possibilidade de que, de uma maneira simplificada, seu conteúdo (informação) pudesse ser transmitido e acessado por uma ampla gama de pessoas, independente de sua localização geofísica.

Apesar de proporcionarem conteúdos consideravelmente distintos, a história de Whindersson não é muito diferente da história do baiano Iran Santana Alvez, mais conhecido como “Luva de Pedreiro”.

Depois de começar a publicar vídeos nas redes sociais, Iran começou a juntar uma legião de fãs, inclusive fora do Brasil. Até mesmo o filho de Cristiano Ronaldo, cinco vezes vencedor da Bola de Ouro, já foi visto assistindo vídeos do brasileiro e usando alguns de seus bordões.

Depois da fama, “Luva” vivenciou experiências que talvez não fosse nem capaz de sonhar alguns anos atrás. Conheceu ídolos, foi ovacionado, fez viagens, visitou estádios de times como Vasco da Gama e Paris Saint-Germain, etc.

Mais recentemente, veio à tona a polêmica envolvendo o jovem baiano e seu ex-empresário, que tem como pano de fundo o contrato realizado entre as partes. Envolvendo discussões sobre valores a serem recebidos pelo influenciador, o acesso às contas das redes sociais, direitos, etc. Nesse contexto, vale ressaltar que um fato acabou por chamar a atenção de todos: nem o jovem nem seus pais sabem ler ou escrever.

Enquanto ainda não se sabe qual será o desfecho da história envolvendo Luva e seu ex-empresário, a situação expõe na prática não só os riscos existentes da abissal desigualdade social vivida no Brasil e em diversos outros países e regiões extremamente desenvolvidas tecnologicamente. É, no mínimo, curioso (e talvez um pouco triste) pensar que ao mesmo tempo em que um jovem tem a capacidade de mobilizar uma legião de fãs fiéis, ele não foi capaz de gerenciar de forma firme as rédeas dessa tão bonita história por não ter tido um ferramental capaz de proporcionar que firmasse um contrato em um nível de paridade de condições com o outro contratante.

Essa história demonstra ainda a importância de que influenciadores digitais sejam orientados juridicamente por um profissional competente e que tenha expertise no tema. Assim, temos então uma outra pergunta: E se o Luva chegasse até você, na situação em que se encontra, pedindo seu auxílio jurídico? O que você faria?

Se você quer aprender mais sobre as questões jurídicas relacionadas à área das mídias sociais, não perca tempo e corra para se matricular no “Social Media Law”, o novo curso da Future Law e destinado a todos aqueles que querem prestar serviços jurídicos para essa nova categoria profissional.

Autores

Rodrigo Fatudo
Customer Sucess Operator no Sem Processo, Advogado e entusiasta da Quarta Revolução Industrial.